Coisas simples que aprendi em 2019 pra você arrasar em 2020

Eu não sei como você pode fazer seu primeiro milhão e não tenho a fórmula da felicidade. Para mim, 2019 foi um ano para resistir às manias de grandeza e aceitar a beleza de uma vida simples. Quero compartilhar um pouco do que aprendi e que qualquer um pode fazer para ter um 2020 mais feliz. Ações que variam entre as coisas mais simples até as mais profundas que tiveram um grande valor para mim no ano passado e que vou levar comigo adiante.

Meditação

Meditar funciona. Não é só para pessoas zen, não é complicado nem frescura. Existe muito estudo científico por trás da meditação comprovando sua eficácia em reduzir níveis de ansiedade. Meditar faz parte da minha vida desde a adolescência de uma maneira ou outra. Mas, em 2019, explorei técnicas reconhecidas de meditação pela primeira vez, e isso me ajudou a estar mais presente no momento e em paz comigo mesmo. Super recomendo o Calm, premiado pela Apple como aplicativo do ano em 2017 e como melhor de 2018. Para os mais preocupados com a questão religiosa que costuma cercar a temática, o Calm é secular — não afirma nenhuma religião. E, para os mais audaciosos, a série documental Explicando a Mente, da Netflix, pode ser bem interessante também.

Quebre a rotina

A monotonia atrapalha nossa saúde. A química do nosso cérebro é estimulada quando fazemos coisas diferentes do que estamos acostumados a fazer, produzindo sensações de bem-estar e felicidade. Durante o ano, passei por vários momentos em que não sabia porque estava tão para baixo. Mas bastava ter um sábado cheio de atividades com quem eu amo, e eu me sentia magicamente melhor. O Tiago Iorc está certo: “Era o Sol que me faltava“. E não precisa estar cheio da grana. Dois dos momentos mais especiais do meu ano foram um passeio no zoológico, cuja entrada custava quatro contos, e uma noite num observatório, de graça.

Estou braminto

Esta é a dica mais simples que vou dar. Todo mundo sabe que ficar muito tempo sem comer deixa a gente de mau humor. Os ingleses até uniram as palavras faminto (hungry) e bravo (angry) criando uma gíria que todo falante de inglês entende de cara: hangry. Quando ela nasceu na The London Magazine, foi dito que fome e raiva são praticamente a mesma coisa. Estou falando disso porque me peguei discutindo por coisa pouca várias vezes ao ano, sem entender o motivo de tanta raiva. Geralmente, eram umas dez e meia da noite e minha última refeição tinha sido lá pelas seis da tarde. Olha como uma coisa pequena pode fazer grande diferença em nossa rotina. Quando me dei conta de que estava ignorando essa dinâmica tão conhecida, passei a encerrar muitas discussões antes de ficarem feias simplesmente dizendo: “Desculpa. Eu tô braminto. Deixa eu comer, que meu humor vai melhorar, e aí a gente conversa”. Simples e eficaz.

A raiva da dor

Existe raiva que a gente resolve com um sanduíche. Mas tem raiva que leva tempo e paciência. A dor pode deixar a gente com uma raiva profunda e difícil de superar. Muita gente, até bem-intencionada, vai tentar invalidar essa raiva. Vão dizer que querem ajudar, sem perceber que o que querem mesmo é que você pare de protestar. Que pare de falar coisas que elas acham que não estão sendo ditas do “jeito certo”. Isto é, do jeito que não as ofende. Nem sempre nos sentimos tão saudáveis e em paz para poder tratar todo mundo com generosidade o tempo todo. A gente vai tentando, mas precisa aceitar que revoltar-se é humano. Estar com raiva do mundo já é difícil o bastante, então não deixe ninguém empilhar sobre isso a culpa pelo que você sente. Fazer você sentir vergonha de ser normal. Qualquer pessoa que realmente entenda sua dor nunca vai fazer você se sentir mal por expressá-lá, não importa como você a expresse. Você tem permissão para respeitar o seu tempo para se recuperar, perdoar, e superar a raiva. Enquanto isso, você vai ofender alguém até sem querer, e tudo bem. As pessoas saram e crescem. Algumas, justamente por causa da ofensa. Como disse John Green no famoso A culpa é das Estrelas, “A dor precisa ser sentida“. E eu complemento: ela precisa ser expressa também.

Nem idealista nem pessimista

Tive a sessão de terapia mais estranha da minha vida, no ano passado. Foi quase péssima, mas me ajudou muito. Eu disse ao terapeuta que eu me recusava a ser idealista como no passado para não me ferir de novo, e ele disse que eu também não precisava ser pessimista para me proteger dos riscos do futuro. De uns tempos para cá, fazer listas de resoluções tem se tornado cada vez mais impopular, mas ouvi coisas diferentes este ano. Várias pessoas dizendo que a Virada é só mais um dia, e que nada vai mudar só porque o planeta completou uma volta em torno do Sol. Bem, não por isso, mas porque as pessoas querem mudar. Tudo bem se você não quiser alimentar as fantasias de que 2020 é o ano em que você ganha na loteria ou descobre uma antiga herança trilionária. Mas se você tem esperanças de continuar crescendo, aprendendo novas maneiras de ser feliz, tomando atitudes que tornem seu presente, ainda que não ideal, passo a passo mais próximo disso, tudo bem também. Não é porque chegou 2020. É porque você é corajoso. Então continue assim.

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