Deus não precisava matar Jesus

Jesus não nos salva ao se oferecer para sofrer sob o sistema de justiça punitivo de Deus. Porque tal coisa não existe. Na verdade, ele nos salva ao se oferecer para sofrer sob o sistema de justiça punitivo da humanidade. Ele usa o conceito pecaminoso que temos de justiça para nos salvar disso.

Deus não matou Jesus. Nós, os humanos, matamos. Não era Deus que exigia sangue. Éramos nós. Deus não criou um sistema que requeria sangue para oferecer perdão. Nós é que criamos. Deus não estava [na cruz] punindo o “injusto”. Nós é que estávamos.

Deus, entretanto, estava disposto a se tornar presa do nosso sistema perverso para mostrá-lo totalmente impotente. E até mesmo para estabelecer a sua própria forma de justiça.

É na forma do melhor sacrifício que a humanidade já fez que Deus declara que não precisa de sacrifícios. É na nossa rejeição completa ao perdão e à aceitação que Deus declara que somos aceitos e perdoados. É em nosso maior ato de medo baseado em rejeição ao amor que vemos o maior ato de amor de Deus, que lança fora todo o nosso medo.

O fato de Jesus ir à cruz não valida nossa ideia de um deus de justiça condenatória. Pelo contrário, indica que Deus preferiu sofrer nossa justiça punitiva a desistir de sua forma de justiça restauradora.

Matem-me à vontade. Zombem de mim. Cuspam em mim. Eu perdoo vocês. Vocês não sabem o que fazem.

Essa foi a proclamação de Jesus.

Precisamos abandonar nosso ídolo da justiça punitiva. Precisamos largar a espada. É hora de vestir o manto da justiça restaurativa. Precisamos olhar para o mundo com cura e amor em nossos corações, não com medo e punição. O verdadeiro amor lança fora todo medo.

[Tradução livre de uma publicação de Phil Drysdale no Instagram]