Jesus não é o padroeiro exclusivo dos evangélicos

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Recentemente, estava conversando com um colega budista depois de eu falar na minha igreja local. Ele demonstrou gratidão por eu me referir a pessoas de outras religiões sem um tom de menosprezo durante o sermão.

Agridoce, não é? Claro que é legal notarem o respeito que você oferece. Mas isso me fez pensar em quantas experiências de intolerância a maioria das pessoas de outras religiões tem ao falar com evangélicos.

Eu respondi ao meu colega que, mesmo entendendo que a verdade definitiva está em Cristo, eu não a conheço totalmente. Mesmo que minha igreja local esteja tentando crescer no conhecimento dessa verdade, nós também não a dominamos. Queria que ele entendesse que nós acreditamos que Jesus é o caminho, mas que ele não é exclusivamente nosso para que a gente possa pisar em pessoas que ainda não o conhecem. Que a porta para Deus é Jesus, não a Igreja Evangélica. Que Jesus é para todos, inclusive os não cristãos.

Outro dia, numa fila de banco, me senti cativado por uma mulher de uns 40 anos de idade carregando um enorme livro para cima e para baixo. Um livro místico com um título que me parecia meio absurdo e me sugeria um conteúdo fajuto.

De repente, ouvi o Espírito Santo interromper meus pensamentos e dizer simplesmente isto: Ela está em busca da verdade, filho. Quanto amor na voz do Espírito Santo…

Naquele momento, não entendi direito porque Deus me disse aquilo. Esperava que daí ele partisse para me dar uma mensagem específica para entregar àquela mulher e ajudá-la em sua busca. Mas não. Ele só disse aquela única frase. Hoje eu sei que Deus estava confrontando meu orgulho religioso e me mostrando sua paixão pelas pessoas que buscam a verdade.

Não estou dizendo que todos os caminhos levam a Deus. Mas por lógica, se cremos que a verdade definitiva é Jesus, cremos também que qualquer pessoa à procura da verdade está procurando Jesus, mesmo sem saber. Mesmo que esteja num caminho diferente do nosso.

Sob a intervenção do Espírito Santo, creio que seja possível para qualquer pessoa em humilde busca da verdade ter um encontro com Jesus em qualquer religião. Afinal, a revelação não pertence aos evangélicos nem à Bíblia, e sim ao Espírito de Cristo, que é tudo em todos. A história está cheia de gente que encontrou Jesus bem no meio de suas trilhas religiosas não evangélicas.

Para o meu colega budista, eu disse que preciso respeitar as pessoas independentemente de sua religião. Ninguém escolhe um caminho espiritual para errar. Eu acho que a maioria das pessoas recorre a qualquer religião para acertar, para descobrir a verdade. E se uma pessoa não está tão perto da verdade quanto gostaria no caminho que escolheu, quanto ela é diferente de qualquer evangélico nesse quesito? Que cristão poderia se gabar diante dos fieis de outras religiões alegando conhecer a verdade em sua totalidade?

A última coisa que eu disse ao meu colega em nossa conversa foi que Jesus é inclusivo. Ele não é exclusivista. Você não vai encontrá-lo dizendo “Venham a mim apenas os cristãos evangélicos”, mas “Venham todos os cansados e sobrecarregados”. Independentemente da cultura. Independentemente da religião. Mesmo que estejam totalmente enganados numa seita africana ou numa seita evangélica. Venham todos a mim, e eu vou aliviar quem quer que busque a verdade.

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