Deus não me visita

Sempre me pergunto o que as pessoas querem dizer quando alegam que Deus não as visita em seus momentos devocionais. Pela minha experiência própria e pelo que aprendo conversando com outros cristãos, o que falta é o fenomenal.

Eu entendo os crentes que dizem “Não quero mais buscar a Deus porque não está valendo a pena. Ele simplesmente não me toca. Vou desistir”. Eu entendo porque já senti e pensei a mesma coisa. E descobri que essa sensação é ilusória.

Os crentes normalmente querem desistir de buscar a Deus porque, apesar de sua busca, nunca ouviram o som de muitas águas da voz de Jesus. Nem a voz como trovão do Pai. Não sentiram arrepios suficientes, não tiveram visões impressionantes nem foram instantaneamente cheios da glória de Deus e transformados de uma vez por todas.

Gente, Deus não nos prometeu isso. Simples assim. Não há nada de errado em querer experiências transcendentais, e eu sou o primeiro a defender que a vida com Deus inclui, sim, nossos sentidos e sentimentos. Mas não podemos esquecer que Deus prometeu isto: vocês me encontrarão quando me buscarem.

Se estamos buscando êxtase e não Deus, não deveria ser surpresa que não encontremos nem um nem outro. Simplesmente porque o êxtase supremo está em Deus, mas não estamos procurando por Ele.

Se você está buscando sensações, eu não posso assegurar que terá o que procura. Mas se buscar Deus, você tem a palavra dele de que vai achá-lo. Mas não espere que a única evidência da presença dele seja o sensacional.

Deus está no sussurro com Elias. Ele está num vício que desvanece. Numa virtude que nasce. Num caráter que melhora. E em todos os quartos de portas fechadas onde alguém deseja conhecê-lo. Mesmo quando não o vemos, ouvimos ou sentimos.

2 comentários

  1. Olá, Pr Mitch. Estive no Congresso Power, na Igreja Congregacional de Canoas, em Teresópolis, e fui muito edificada pelo que o Espírito Santo ministrou naquela noite através da sua vida. Chamou bastante à minha atenção justamente aquilo que está exposto neste post. Estamos imersos numa sociedade que cultua o espetáculo (existe um podcast muito interessante que discute essa questão à luz da Palavra https://www.youtube.com/watch?v=VkqslhhMp64), e por vezes acabamos transferindo esse modus operandi para as nossas relações com o Pai. Me lembrei da música “Outono”, do grupo “Os Arrais”, em que o eu lírico pede para que a melodia da canção o lembre dos dias em que mesmo sem sentir a presença de Deus, ele sabia que o Pai estava ali. Ele está sempre conosco! Que Deus abençoe seu ministério, te levando com constância pra lugares como Sarepta – lugar onde o profeta é alimentado pela simplicidade e incapacidade de uma viúva, e não lhe resta outra coisa a não ser depender e, dependendo, ele descobre o segredo de reinar em vida.

    1. Muito obrigado pelo comentário e feedback! Foi um prazerzasso estar com vcs em Tersópolis e eu fico feliz de ter sido bênção! Um abração!

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