Cadê minha Rebeca?

Como é nosso Pai, Deus nos ajuda a tomar decisões. Mas como ele é um bom pai, não força nossas escolhas.

Se você pedir ao Espírito Santo auxílio para encontrar um bom emprego, poderá contar com sua ajuda? Claro que sim. Mas essa ajuda consiste em tomar a escolha por uma carreira em seu lugar e obrigar você a manter-se nela por toda a eternidade? Claro que não.

Em nossa cultura ocidental, praticamente ninguém é a favor do casamento arranjado. Com exceção da maioria dos evangélicos. Por mais que a ideia de nossos pais escolherem nosso cônjuge nos dê arrepios, pregamos e esperamos que Deus escolha com quem vamos nos casar.

Você pode crer de forma distinta se preferir, mas talvez o que tenho a dizer agora possa ser libertador. Em certo sentido, não acredito que exista uma “pessoa de Deus” para você.

Nós, crentes, não costumamos esperar que Deus tenha criado alguém precisamente para ser nosso sócio numa empresa, nosso amigo de infância, nosso companheiro no trabalho da igreja local. Sabemos que se Ele escolhesse tudo por nós, estaria nos escravizando, e não amando. Então porque
continuamos crendo que Deus vai decidir nosso matrimônio?

Numa conferência que organizo, meu amigo Samuel disse algo muito importante. Só existem dois casos de casamentos escolhidos por Deus em toda a Bíblia. São os de Isaque e o de Oséias; ambos simbólicos para o relacionamento entre Deus e seu povo escolhido. A interferência de Deus na escolha de um parceiro não é comum na Bíblia, mas uma exceção com propósito claro e grandioso.

O padrão das Escrituras nesse campo é algo bem mais simples. Um homem e uma mulher se conhecem, se sentem atraídos um pelo outro, e se comprometem. Fácil assim. Natural.

Você pode pedir ajuda a Deus para encontrar um bom cônjuge? Sim. Com certeza, você pode. Ele é sábio, conhece o futuro, conhece você, e quem combina com você.

Mas, no fim, Ele é tão bom que vai deixá-lo livre para descobrir do que é que você gosta, e livre para escolher com quê você quer se comprometer. É assim que funciona em todos os nossos relacionamentos. Não seria diferente com o mais importante deles.

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