Por que não estou orando por avivamento (por Phil Drysdale)

Eu creio que um conceito errôneo de avivamento pode ser um dos maiores impedimentos para que a Igreja de fato caminhe sobre o que Jesus nos deu.

O avivamento não é uma coisa distante que nós precisamos convencer Deus a realizar. Ele é uma realidade que Jesus tornou possível de vivermos 24/7.

Muitos de nós oram por avivamento, entra dia, sai dia. Mas a verdade é que Jesus fez do avivamento algo em que podemos caminhar, entra dia, sai dia. Ele não é somente algo que Deus tornou disponível, mas algo que Ele nos ordenou ir e fazer*.

De fato, eu creio que o motivo de nos focarmos em orar por avivamento é que andar nele é simplesmente muito custoso. Nós preferimos orar para que ele aconteça porque isso tira a responsabilidade de sobre nossos ombros e a coloca sobre os ombros de Deus.

Então, se queremos orar por avivamento, certamente devemos orar. Mas precisamos saber que não trazemos o avivamento com nossa oração. Nós levamos o avivamento com nossa caminhada!

Então, se nossa oração se parece com uma espera para que Deus inicie um avivamento, não é simplesmente verdade que não o faremos acontecer mais rápido, mas também consiste em tomar parte em fazer o avivamento não acontecer. Isto é, estamos ativamente sem levar avivamento por esperarmos que Deus faça o nosso trabalho! Nós somos a resposta para nossas orações por avivamento!

Nota do Mitch: Assim como eu, Phil Drysdale questiona o conceito de avivamento como conhecemos – um evento em que Deus cura, liberta, e salva pessoas através de uma Igreja cheia de poder e amor. Biblicamente falando, essas coisas que chamamos de avivamento não deveriam acontecer apenas em momentos específicos da História, mas sim no dia a dia do cristão. A Igreja, desde que o Espírito desceu em Pentecostes, deveria viver cheia de poder e amor.

O que chamamos de avivamento, em geral, é o ministério de Jesus: curar, libertar, e pregar o Reino ao perdido de modo que ele possa ser salvo. Mas Deus não está retendo de nós este ministério. Ao contrário, ele já nos foi confiado por Cristo e o Espírito já nos habilitou para fazer essas coisas.

Tanto eu quanto o Phil cremos que o avivamento é obra do Espírito Santo. Mas não cremos que a Igreja deve manter-se à espera de um momento aleatório em que o Espírito comece a usar seus filhos para atender à comissão de Jesus. Cremos que o Espírito Santo é que está esperando pelo posicionamento de seus filhos em obediência a essa comissão, e que Ele está sempre pronto para avivar – isto é, manifestar vida – através de nós.

[Autor da primeira parte: Phil Drysdale. Tradução livre: Mitch Maier]

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