Deixe o sofrimento moldar você (por Phil Drysdale)

 

Uma coisa que faço, entra dia, sai dia, é pastorear pessoas.

Não é algo que eu jamais quis fazer. Meu pai era pastor e, durante minha infância, isso não parecia muito divertido! Mas, de alguma forma, aqui estou eu, quase todos os dias, me sentando com gente, escutando seus problemas, tentando ajudá-las a se conectarem a Deus e a tomarem boas decisões com Ele.

Eu amo o aspecto de treinamento do trabalho pastoral. Sentar-me com pessoas cuja vida vai bem, sonhar com elas sobre o que está adiante, ajudá-las a descobrir o que fazer e como fazê-lo. Mas, verdade seja dita, provavelmente vinte por cento das minhas conversas são assim. Se eu tiver sorte!

A maior parte da minha interação com as pessoas envolve sentar-me com gente que está ferida.

  • Pessoas que realmente estão lutando na vida.
  • Pessoas que estão lamentando a morte de alguém amado.
  • Pessoas cujos parceiros as traíram.
  • Pessoas com transtornos alimentares.
  • Pessoas com quadros suicidas.
  • Pessoas que não têm ideia do rumo que suas vidas estão tomando.
  • Pessoas que se sentem solitárias e abandonadas pelo mundo.
  • Pessoas que perderam seus empregos.
  • Pessoas que estão sofrendo abusos.
  • Pessoas contra as quais se voltaram suas próprias famílias.

Há muitas pessoas sofrendo no mundo. Talvez você esteja assim hoje. Mas quer saber o que eu percebi? Existem dois tipos de pessoas que sofrem.

1. Aquelas que lidam com seu sofrimento tornando-se vítimas.

Elas culpam as circunstâncias e os outros ao seu redor – culpam tudo, menos a si mesmas. Elas decidiram que são impotentes para mudar qualquer coisa e se tornam amarguradas para com os fatos e pessoas que acreditam estar arruinando suas vidas.

2. Aquelas que lidam com seu sofrimento tornando-se vitoriosas.

Elas percebem que não podem sempre mudar as circunstâncias ou as pessoas ao seu redor – mas podem mudar a si próprias. Em vez de se tornarem amargas, elas fazem a escolha de se tornarem melhores.

Isso envolve uma mentalidade que diz: “Quer isto seja minha culpa ou não, minha única opção é me concentrar para deixar Jesus me moldar para eu ser alguém melhor através disso tudo”.

Eu tenho visto centenas de pessoas tomando esses dois tipos de decisão. De fato, eu mesmo já estive dos dois lados! Eu sei do que estou falando, não apenas por observação, mas por causa da minha própria burrice!

Quando você escolhe ficar amargo, você permanece em seu sofrimento. Quando você escolhe ser melhor, não. É simples assim. As circunstâncias ou pessoas podem nunca mudar, mas você pode.

Então este é o meu desafio para você esta semana, se você está sofrendo. Como você está lidando com isso? Você está sendo a vítima, tornando-se amargo, ou está escolhendo se tornar melhor com isso tudo, permitindo que Cristo o torne alguém vitorioso?

[Texto original: Phil Drysdale. Tradução livre: Mitch Maier]

2 comentários

  1. Olá bom dia Mitch, li o texto e achei muito encorajador do ponto de partida que em algum momento da nossa vida, querendo ou não estamos nos enquadrando em um dos pontos de Vista aqui mencionado.
    Seja este como “vítimas” ou como “vitoriosos”.
    Me fez fazer uma análise rápida no passado no qual me enquadrei como vítima, e somente nos damos conta das coisas quando olhamos com outros olhos.
    E não parei por aí, na real fiquei curiosa pois em alguns momentos você busca algo do Phil Drysdale e trás para as suas postagens. Então, fui buscar saber quem é este homem, não falo inglês, e entendo algumas palavras soltas e consigo ter uma noção do que a mensagem quer passar, acessei a página dele e pude ler um pouco, e me comoveu com uma postagem dele e etc. Que em meio á dor, em meio ao mais fundo do poço quem são essas pessoas que tentam nos ajudar? E a situação dele em meio a um turbilhão. Ás vezes achamos que as pessoas são implacáveis e isentas de acontecimentos dolorosos quando as vemos exposta em uma sociedade…e ele foi corajoso em abrir sua história ( me corrija se eu entendi errado ).
    Enfim, é isso.
    Sou grata pelas suas publicações, elas edificam a minha trajetória cristã.
    Dios Bendiga.
    Shalom.

    1. Oi, Leeh. Obrigado pelas palavras! O Phil realmente é muito livre em seu comportamento público, e isso é algo que aprecio nele. Ele é muito corajoso e humilde. Uma referência para mim em vários sentidos. Obrigado pelo comentário. Fico feliz que o blog abençoe sua trajetória! Abraços!

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