Livre da escravidão

 

Todos os cristãos são ensinados a orar entregando o controle de suas vidas a Deus. Mas raramente alguém explica o que devemos esperar como resposta a essa oração.

Não é difícil encontrar um crente que anseie honestamente que Cristo viva nele no sentido mais literal possível. Quase que num consenso, ansiamos pelo momento em que o Espírito Santo comece a ditar nossos dias passo a passo. E quanta frustração provamos por não vê-lo agindo assim! Mas isso é por que estamos esperando por algo que Deus não faz.

Jesus é um rei, mas não é um ditador. O Pai dele é nosso pai também, mas não é superprotetor. E o Espírito Santo é nosso guia, com certeza, mas nunca será um opressor. Soberano como é, Deus controla nossas vidas, mas definitivamente não as domina.

O Espírito Santo não tomará decisões em seu lugar. Ele nem sequer lhe dirá sempre o que fazer. Senão Ele escravizaria você. Mandar em cada uma de suas atitudes não seria um gesto de amor. Nem corresponderia ao fato de que “foi para a liberdade que Cristo o libertou”.

Agora surge outra pergunta. Se Deus não assume a minha vida, qual a vantagem de entregar a Ele o controle?

Em primeiro lugar, Ele virá ao encontro de nossa personalidade, vontade e destino, que estão anulados pelo pecado e escravizados pelas trevas. Então, Ele nos fará livres dessa escravidão. Mas não para nos anular de novo, substituindo nossa identidade pela de Jesus. Não. Ele vai glorificar a nossa identidade, revestindo-a de Cristo.

Você se lembra que o Pai, ao ter controle sobre a vida de Adão, disse a ele que governasse a terra? Os Salmos nos mostram o princípio por traz disso ao dizer que “Os mais altos céus pertencem ao Senhor, mas a terra, ele a confiou ao homem”. Sabemos que a humanidade perdeu sua posição de governo ao pecar. Mas Jesus, ao vencer o pecado, retoma para si “todo o poder na terra”. Ele faz isso como homem, e logo a seguir compartilha seu poder com seus discípulos. Isto é o que acontece quando Ele diz “Eu tenho todo o poder. Portanto, vão fazer o que eu tenho feito”.

O benefício de entregarmos o controle de nossas vidas a Deus é que Ele nos liberta de um estado desgovernado e nos reveste de Cristo, restaurando nossa habilidade de governar. Quando nos rendemos a Deus, devemos esperar que Ele nos restitua a posição de governo.

 

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